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Ciclismo
 
 

“ABTF Betão-Feirense com exibição de garra na 83ª Volta a Portugal”

Foto: João Fonseca
Foram 11 jornadas, 1559,7 quilómetros divididos entre dois contra-relógios individuais e nove etapas em linha, das quais três com chegada em alto. Assim se contou em números a história da 83.ª edição da Volta a Portugal, que completou 95 anos de existência em 2022. A ABTF Betão-Feirense teve um desempenho marcante, como é seu apanágio ao longo da história da prova rainha, deixando a sua marca através de uma exibição de garra por parte de todos os seus ciclistas.
Através do trabalho e empenho de todos, conseguimos ser a 7.ª melhor equipa entre as 18 em competição e fechar a classificação geral com André Cardoso no 7.º lugar. O trepador líder da equipa feirense esteve sempre entre os melhores no seu terreno predileto, alcançando três top 10 nas etapas de montanha: 4.º na Torre, 6.º na Senhora da Graça e 7.º no Observatório de Vila Nova.
A ABTF Betão-Feirense abordou a Volta a Portugal com o objetivo de vencer uma etapa e também de ser protagonista da corrida. À partida para a 83.ª edição, a equipa estava confiante numa boa prestação, embora tenha sentido que a comunidade ciclística e os meios que acompanhavam a prova não contavam muito com a formação de Santa Maria da Feira, mas a verdade é que este facto acabou por dar ainda maior motivação a todo o grupo. Os corredores procuraram estar sempre ativos na corrida e foi com essa premissa que tentaram entrar nas principais fugas das jornadas, resguardando sempre o líder André Cardoso e os que subiam melhor para as etapas de montanha, que acarretavam maior dificuldade.
A equipa iniciou o prólogo de 5,4 quilómetros em Lisboa de forma modesta, mas logo nas duas primeiras etapas em linha conseguiu ser protagonista nas principais fugas, primeiramente com Viktor Manakov na jornada de 193,5 quilómetros entre Vila Franca de Xira e Elvas e, posteriormente, com Fábio Oliveira no dia em que se pedalaram 181,5 quilómetros entre Badajoz e Castelo Branco.
No primeiro ponto forte da prova, a mítica chegada no alto da Torre foi palco de verdadeiro espetáculo. Com início na Sertã e um total de 159 quilómetros, a etapa-rainha foi o primeiro verdadeiro embate entre os favoritos à camisola amarela, com André Cardoso a estar na discussão da jornada ao cruzar a meta em 4.º e escalar até ao 6.º lugar da classificação geral. Infelizmente, nem tudo foi alegre neste dia em que a equipa perdeu um elemento devido a queda, com Viktor Manakov a abandonar a prova por conselho médico. Atualmente, ainda se encontra em recuperação, tendo já recomeçado a andar de bicicleta sem forçar o treino.
Seguiu-se a etapa que antecedeu o dia de descanso, na qual foram percorridos 169,1 quilómetros entre a Guarda e Viseu, uma jornada onde a equipa se resguardou para a segunda parte da corrida. Regressados do descanso merecido, nada melhor do que uma estreia na Volta a Portugal com a chegada em alto no Observatório de Vila Nova, em Miranda do Corvo. Uma etapa de 165,7 quilómetros iniciada na Mealhada e bastante mexida, com a fuga a formar-se tarde e a equipa a conseguir ter novamente um corredor na frente, desta feita o experiente Micael Isidoro, caso fosse necessário um apoio na parte final a André Cardoso, que acabou por fazer novamente um excelente lugar ao ser 7.º na meta e subindo a 5.º na geral.
Chegados a mais um grande dia, desta feita especial para a equipa ao ter a Volta a Portugal a passar em Santa Maria da Feira, foi com Márcio Barbosa na fuga do dia que abordámos a jornada de 159,9 quilómetros entre Águeda e a Maia. O corredor da ABTF Betão-Feirense fez jus ao nosso lema ‘garra de betão’ e passou na frente nas metas volantes do dia, em particular a que estava localizada em frente ao Estádio Marcolino de Castro, do Clube Desportivo Feirense. Embora sabendo difícil, a equipa tudo fez para que a fuga tivesse sucesso, mas o pelotão não deu descanso e acabou por alcançar os aventureiros já dentro dos derradeiros 10 quilómetros.
Após tantas emoções vividas, tentámos resguardar a equipa na etapa que se seguiu entre Santo Tirso e Braga, num total de 150,1 quilómetros, na qual André Cardoso acabou por passar um mau momento numa subida atípica para ele, no Sameiro. Ao darem-se conta desse momento, os adversários mais diretos, Tavira e Boavista, aproveitaram para abrir espaço, o que fez com que perdesse um precioso tempo. No dia seguinte, voltámos novamente a ser protagonistas da fuga do dia com Ivo Pinheiro na etapa que uniu Viana do Castelo a Fafe, num total de 182,4 quilómetros.
E como o tempo voa, chegámos à penúltima etapa e também ela de grandes emoções com a chegada ao alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, após 174,5 quilómetros iniciados em Paredes. Venceslau Fernandes foi o homem forte para a fuga do dia e uma importante ajuda para André Cardoso na fase final, quando este passou por um mau momento na penúltima subida do Barreiro ao não conseguir fechar o espaço que o grupo com os favoritos à geral abriu.
Ao trabalho incansável de Venceslau Fernandes uniram-se dois elementos da equipa Louletano, que acabaram por assumir as despesas da perseguição e diminuir a vantagem da frente da corrida, mas não o suficiente para André Cardoso entrar na meta junto dos primeiros, acabando ainda assim em 6.º na meta e descendo para 6.º na geral.
O desfecho da 83.ª Volta a Portugal decorreu entre o Porto e Vila Nova de Gaia, num contra-relógio de 18,5 quilómetros. André Cardoso sofreu um percalço mecânico logo na parte inicial do esforço individual, o que o levou a perder algum tempo numa especialidade que não é a sua, acabando por descer a 7.º na classificação geral.

Declarações do director desportivo Joaquim Andrade

“Estou contente com a prestação da equipa. O André foi um dos protagonistas da corrida, teve o apoio dos colegas e todos tentaram, de uma forma ou de outra, cumprir tudo o que lhes pedi. A Glassdrive está de parabéns pela vitória, embora não consiga compreender como é que a equipa mais forte precisa da colaboração de mais duas equipas, que foi o caso que aconteceu nesta Volta a Portugal, em que a Java e a Bai-Sicasal ajudaram claramente em momentos cruciais para que a Glassdrive pudesse resguardar a sua equipa. De contrário, poderia ter dado mais liberdade tanto a nós como a outras equipas para podermos brilhar mais. De qualquer maneira, estou satisfeito com a prestação da minha equipa ABTF Betão-Feirense. É motivador, principalmente porque iniciámos a época com uma equipa quase do zero e, pouco a pouco, fomos ganhando o nosso espaço. Chegámos à Volta a Portugal e tivemos a nossa melhor prestação da época, que serve de inspiração para a parte final do ano para as corridas que se avizinham”.
Os ciclistas e todo o staff da equipa agradecem o apoio e acompanhamento constante do presidente Rodrigo Nunes do Clube Desportivo Feirense, do administrador Danny Tavares e toda a equipa do Grupo Tavares, incluindo os seus clientes, e a todos os adeptos e seguidores da equipa, que foram numerosos ao longo da Volta a Portugal e uma motivação extra para nós.
Fonte: ABTF Betão-Feirense

 
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