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Ciclismo
 
 

“Seleção Nacional/Maria Martins e Diogo Narciso estiveram na discussão das medalhas”

Por: José Carlos Gomes
Maria Martins, quarta classificada em scratch, e Diogo Narciso, sexto na corrida por pontos, tiveram desempenhos de excelência no arranque da participação portuguesa no Campeonato da Europa de Pista em Munique, Alemanha.
A primeira a entrar em prova foi Maria Martins, disputando os 10 quilómetros da prova de Scratch. Foi uma corrida feita de forma calculista por todas as participantes, não se dando qualquer ataque nas primeiras 37 das 50 voltas ao velódromo bávaro.
No primeiro ataque, protagonizado pela francesa Jade Labastugue, a 13 voltas do final, Maria Martins foi uma das corredoras que responderam de imediato, impedindo o sucesso da movimentação. A partir desse momento, o ritmo subiu vertiginosamente e a ciclista portuguesa soube manter-se entre as melhores, entrando para o sprint em condições de bater-se pelo pódio.
Foi por pouco que a medalha de prata não veio para Portugal, com Maria Martins a ser a quarta classificada. A norueguesa Anita Yvonne Stenberg conquistou o título europeu, seguida pela britânica Jessica Roberts e pela polaca Nikola Wielowska.
A corrida por pontos masculina foi frenética desde o início, com ataques constantes, não permitindo momentos de recuperação de fôlego ao longo das 200 voltas (40 quilómetros), com vinte sprints pontuáveis.
“Fiz uma corrida muito positiva, que se refletiu no resultado. Agarrei a roda certa, estive sempre bem colocada e bastante ativa nas situações mais exigentes de corrida. O quarto lugar é o mais ingrato, mas estou muito satisfeita. Já aprendi que as coisas acabam por acontecer e por isso acredito que vai suceder no momento certo. A prestação dá boas indicações para o omnium, que é a minha prioridade neste europeu”, adiantou Maria Martins.
Diogo Narciso esteve com os melhores ao longo de toda a corrida, pontuando no quarto, no décimo, no 14.º e no 17.º sprints. Além disso, mostrando não sentir a pressão de correr pela primeira vez um europeu de elite, conquistou 80 pontos, resultantes de dobrar o pelotão quatro vezes.
O campeão mundial, o francês Benjamin Thomas, e o belga Robbe Ghys apresentaram-se como os dois mais fortes, fazendo da luta pelo ouro uma luta a dois, na qual levou a melhor o gaulês, com 135 pontos contra os 123 do belga. A batalha pelo bronze teve quatro protagonistas. O mais forte destes, chegando ao pódio, foi neerlandês Vincent Hoppezak 113 pontos. Diogo Narciso esteve no lote dos homens que discutira o terceiro lugar, acabando na sexta posição, com 89 pontos.
Diogo Narciso e toda a comitiva nacional ficaram exultantes com a estreia do gondomarense entre a elite. O corredor revelou até alguma emoção enquanto falava aos jornalistas portugueses presentes em Munique.
“Uma classificação destes no meu primeiro Campeonato da Europa de Elite é simplesmente incrível. Estou muito emocionado, porque vivi meses muito difíceis. Uma lesão no joelho afastou-me dos grandes palcos no início do ano. Trabalhei muito com o médico e o fisioterapeuta da Federação, a quem tenho muito a agradecer. Neste momento penso e agradeço a todos aqueles que me apoiam. Destaco a minha família e a minha namorada por esta conquista, porque considero este resultado uma conquista. Só tenho a agradecer também a toda a equipa Portugal, que tem feito um trabalho fantástico conosco. São anos de muito trabalho para nos podermos apresentar nas melhores condições nestas provas”, disse o corredor nacional, que também agradeceu o apoio e a divulgação proporcionados pela comunicação social.
O selecionador nacional, Gabriel Mendes, ficou satisfeito com os desempenhos e com os resultados dos corredores. “Faço um balanço extremamente positivo, ambos estiveram ao mais alto nível. A Maria ficou muito próxima do pódio. Esteve sempre muito atenta à dinâmica da corrida. E o Diogo, na sua estreia em Campeonatos da Europa de Elite, teve uma atitude e uma competência imensas numa corrida muito dura, com os melhores do mundo. Estou muito orgulhoso do trabalho dos dois. Estes desempenhos demonstram a evolução do trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos anos”, frisou Gabriel Mendes.
Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

 
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